sábado, 15 de outubro de 2011


ADOLESCÊNCIA E CONTEMPORANEIDADE

O ser adolescente sempre existiu, mas o comportamento “adolescente”, com todas as suas características e significados vêm mudando de época em época. Segundo Philippe Ariès, a descoberta da adolescência propriamente dita se deu a partir do momento em que se criaram escolas para educar os filhos e estes, aglomerados por faixa etária, demonstravam comportamentos típicos, diferentes de outros grupos.

Assim nasceu a nomenclatura “adolescência”. Adolescer significa maturar, e compreende aspectos como maturação física com possibilidade do exercício sexual e da reprodução, construção da identidade e possibilidade de produzir algo que possa ser dirigido para a sociedade, como o trabalho, criações artísticas ou outras atividades.

Essas características são universais e de acordo com cada cultura o jovem passa por rituais que marcam a sua passagem da infância para a adolescência. É conhecido os rituais tribais, em que o adolescente se submete a práticas em que deverá demonstrar força, coragem e inteligência.

Na sociedade contemporânea, os rituais de passagem dos adolescentes acompanha o avanço tecnológico e as influências do sistema, como as provas de vestibular para ingresso na universidade, tirar a carteira de motorista, o título eleitoral, os bailes de formatura, os bailes de debutantes, as viagens com os grupos de amigos sem a presença dos pais e outros.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011


Excelente texto da jornalista Leila Ferreira

Estamos obcecados com "o melhor".  Não sei quando foi que começou essa mania, mas  hoje só queremos saber do "melhor".

Tem que ser o melhor computador, o melhor carro,  o melhor emprego, a melhor dieta, a melhor  operadora de celular, o melhor tênis, o melhor vinho.

Bom não basta. 

domingo, 9 de outubro de 2011


Trabalho publicado na revista do NETE – Jul/dez – 2006, vol. 15 no. 2 - Trabalho & Educação, ISSN 1516-9537, editada pela FAE-UFMG

TRABALHO E EDUCAÇÃO: EM BUSCA DE UMA SÍNTESE
Work and Education: In search of a synthesis

SILVA, Gilmar Pereira da[1]
Resumo
O presente trabalho é resultado parcial de levantamento bibliográfico de tese de doutorado do autor, intitulada “Trabalho, Educação e Desenvolvimento: O norte da educação da CUT na Amazônia”. O artigo busca refletir a respeito da relação Trabalho, Educação e Desenvolvimento, tendo como referência o trabalho como princípio educativo.
Palavras-Chave: Trabalho; Educação; História

ABSTRACT
The present work is a partial resulto f a bibliographical survey of author’s doctorate thesis, entitled “Work, Education and Development: The nort of the education of the CUT in the Amazon Area”. The article searches to reflect on the relation Work, Education and Development, having as reference the work as educative principle.
Key-words: Work; Education; History.


[1] Professor adjunto de Sociologia UFPA

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Transtorno Afetivo Bipolar ou Ciclotimia

Este artigo procura, através do olhar psiquiátrico e psicanalítico, discorrer sobre o Transtorno Afetivo Bipolar, também chamado Psicose Maniaco Depressiva (PMD) e que tem como característica principal uma alteração do estado de ânimo ou humor.
Ao longo da história da psiquiatria, este trasntorno recebeu várias denominações, quais sejam, transtornos afetivos, psicose maniaco depressiva, transtorno bipolar, ciclotimia, transtorno com episódio mixto e outros. Foi Kraeplin que em 1899, na Alemanha, denominou pela primeira vez  o transtorno bipolar como Psicose Maníaco Depressiva por revelar-se uma sintomatologia compatível com faces diferentes da mesma moeda. Atualmente,  a  expressão psicose  maníaco-depressiva entrou em desuso e foi substituída por   Transtorno  Afetivo  Bipolar  com  sintomas  psicóticos ou Transtorno Esquizoafetivo, para os casos em que os sintomas psicóticos são muito persistentes.

sábado, 23 de julho de 2011

ADOLESCÊNCIA: UMA REEDIÇÃO DA INFÂNCIA

Marília de Freitas Maakaroun*


“Tem-se a impressão que a cada época corresponderia uma idade privilegiada...: a
juventude, a idade privilegiada do século XVII; a infância, do século XIX e a adolescência, do século XX..”.
Philippe Ariès)(1975)

“Crescer é por natureza um ato agressivo.”
Winnicott,(1950-5)


1.1. Reflexões conceituais:
O reconhecimento de uma etapa da vida, marcada pela transitoriedade, entre a infância e a idade adulta sempre existiu em todas as sociedades e durante todas as épocas da história. Mas as fronteiras da adolescência têm variado, apesar de que, em um passado relativamente recente, ela ainda tenha permanecido como um período curto da existência sincreticamente unido à infância e à juventude. 

domingo, 17 de julho de 2011

Automutilação: a forma dolorosa de falar

A sociedade contemporânea é definida como a era da comunicação e da abundância de bens materiais.  Estamos inseridos num mundo onde existe muito barulho e, muitas vezes, fazemos barulho para evitarmos o silêncio. Preenchemos com os objetos e com o barulho as lacunas que nos sugere falta, não presença, solidão. Ora, onde existe o barulho e acumulo de objetos não é possível a partilha, o diálogo, o entendimento, a humanidade. 

Para que haja humanidade é preciso que haja encontro, e os encontros se dão quando um espera do outro algo. Para que haja encontro é necessário demandar. É comum as pessoas fugirem do encontro com os outros e consigo mesmas, fugirem da possibilidade de falar. Por outro lado, quantos necessitam falar e não lhes é dado a palavra, ou não têm como dizer – não encontram palavras. 

A automutilação seria uma dessas formas de gritar, tentativas de se comunicar, de dizer da dor e do sofrimento apesar da falta de palavras ou da falta de escuta. Se por um lado, faltam palavras, talvez,  por outro, hajam excessos que devam ser cortados.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Ressaca Moral

Quero compartilhar com vocês reflexões de uma psicóloga, Luciana Gaudio*, que achei muito interessante.
Espero que apreciem.
Ressaca Moral
Muitas vezes queremos tomar certas atitudes, adotar determinados modelos de comportamento, melhores que os atuais, mas não conseguimos, pois, o simples ato da vontade (embora seja o passo inicial e fundamental) não faz com que deixemos para traz todos os maus hábitos cultivados há tempos.
Parece simples fazer isto, se analisarmos racionalmente, mas quando há o atravessamento da emoção (e sempre há) tudo ganha nova dimensão. A  vontade de acertar e fazer tudo diferente é tão grande que  o  desejo de que seja assim faz parecer que vai ser tão fácil. Na realidade porém, é tudo mais difícil e nos vemos diante de desafios inimagináveis e nem mesmo narráveis,  pois só sentindo para saber do que se trata. Geralmente subestimamos a força das fraquezas morais que ainda residem em nós. Prometemos a nós mesmos fazer diferente e nos vemos fazendo tudo que não gostaríamos. Lembrando o apóstolo Paulo “O mal que não quero, faço. O bem que quero, este não faço.” A questão é que estamos saindo da lama moral rumo a uma postura melhor agora, mas esquecemos que nosso pé está muito mais encharcado na lama do que fora dela e nos candidatamos a angelitude antecipadamente, sem termos lastro para isso.