sexta-feira, 11 de setembro de 2015
sexta-feira, 7 de agosto de 2015
segunda-feira, 3 de agosto de 2015
ADOLESCENDO NA FUNDAFFEMG
Grupo de adolescentes na Fundaffemg.
Uma conversa sobre tudo o que envolve a adolescência:
Família, estudos, esportes, lazer, amizades, paquera...
Se você é associado, participe!
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quarta-feira, 8 de julho de 2015
quarta-feira, 10 de junho de 2015
segunda-feira, 9 de março de 2015
O que será (à flor da pele) - Chico e Milton
Esta música me faz pensar no objeto a, enquanto real da psicanálise.
É a existência do insaciável que habita em nós: algo indizível, indomável, que não sabemos e nunca saberemos do que se trata. Apenas podemos sentir.
A interpretação de Chico Buarque e Milton Nascimento está belíssima.
Confira!
O que será que me dá
Que me bole por dentro, será que me dá
Que brota à flor da pele, será que me dá
E que me sobe às faces e me faz corar
E que salta aos olhos a me atraiçoar
E que me aperta o peito, me faz confessar
O que não tem mais jeito de dissimular
E que nem é direito ninguém recusar
E que me faz mendigo, me faz suplicar
O que não tem medida, nem nunca terá
O que não tem remédio, nem nunca terá
O que não tem receita
O que será que será
Que dá dentro da gente que não devia
Que desacata a gente, que é revelia
Que é feito uma aguardente que não sacia
Que é feito estar doente duma folia
Que nem dez mandamantos vão conciliar
Nem todos os ungüentos vão aliviar
Nem todos os quebrantos, toda alquimia
Que nem todos os santos, será que será
O que não tem descanso, nem nunca terá
O que não faz cansaço, nem nunca terá
O que não tem limite
O que será me dá
Que me queima por dentro, será que me dá
Que me perturba o sono, será que me dá
Que todos os tremores me vêm agitar
Que todos os ardores me vêm atiçar
Que todos os suores me vêm encharcar
Que todos os meus nervos estão a rogar
Que todos os meus órgãos estão a clamar
E uma aflicão medonha me faz implorar
O que não tem vergonha, nem nunca terá
O que não tem governo, nem nunca terá
O que não tem juízo
É a existência do insaciável que habita em nós: algo indizível, indomável, que não sabemos e nunca saberemos do que se trata. Apenas podemos sentir.
A interpretação de Chico Buarque e Milton Nascimento está belíssima.
Confira!
O que será que me dá
Que me bole por dentro, será que me dá
Que brota à flor da pele, será que me dá
E que me sobe às faces e me faz corar
E que salta aos olhos a me atraiçoar
E que me aperta o peito, me faz confessar
O que não tem mais jeito de dissimular
E que nem é direito ninguém recusar
E que me faz mendigo, me faz suplicar
O que não tem medida, nem nunca terá
O que não tem remédio, nem nunca terá
O que não tem receita
O que será que será
Que dá dentro da gente que não devia
Que desacata a gente, que é revelia
Que é feito uma aguardente que não sacia
Que é feito estar doente duma folia
Que nem dez mandamantos vão conciliar
Nem todos os ungüentos vão aliviar
Nem todos os quebrantos, toda alquimia
Que nem todos os santos, será que será
O que não tem descanso, nem nunca terá
O que não faz cansaço, nem nunca terá
O que não tem limite
O que será me dá
Que me queima por dentro, será que me dá
Que me perturba o sono, será que me dá
Que todos os tremores me vêm agitar
Que todos os ardores me vêm atiçar
Que todos os suores me vêm encharcar
Que todos os meus nervos estão a rogar
Que todos os meus órgãos estão a clamar
E uma aflicão medonha me faz implorar
O que não tem vergonha, nem nunca terá
O que não tem governo, nem nunca terá
O que não tem juízo
sexta-feira, 23 de janeiro de 2015
As escolhas do sujeito no sexo, na vida, na morte
Antonio Quinet*
A psicanálise descobriu uma
determinação fora do indivíduo que, no entanto, faz parte de sua subjetividade.
Essa determinação, sentida como uma força alheia e estranha, não está inscrita
nos astros, nas cartas ou nos desígnios dos deuses e sim no Outro, lugar do
inconsciente. Trata-se da inscrição simbólica promovida pela linguagem que
situa o sujeito numa história, numa árvore genealógica, numa cadeia de gerações
que constitui seu desejo inconsciente como o somatório de desejos de todos
aqueles que desejaram a ele, por ele e para ele. É o que se chama habitualmente
de destino: o sujeito alienado aos significantes do Outro que historiam sua
sina de sujeito ao desejo. Essa determinação significante se manifesta nos
sintomas, sonhos, atos falhos.
A prática do inconsciente mostra que,
no entanto, o sujeito não é joguete do destino, e sim sujeito da escolha,
responsável por seus atos e decisões em tudo na vida. A escolha é sempre de sua
responsabilidade - é uma decisão ética da ordem do ser. A escolha enquanto tal
é sem volta e se, por um lado, abre uma via incalculável, por outro lado, ela
fecha diversas outras possibilidades perdidas para sempre. A escolha é abissal
- trata-se de um ato real que apresenta toda sua dimensão trágica. Em
contrapartida, a não-escolha joga o sujeito no jugo do Outro.
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